sábado, 12 de janeiro de 2013

Deixando a obesidade para trás

Estou iniciando hoje um novo ciclo em minha vida: o CICLO DA AUTOESTIMA!  Começo este ciclo pesando 96 quilos naturalmente mal distribuídos nestes meus 170 centímetros de altura e sobrecarregando minha consciência, chegando ao ponto de eu achar o cocô do mosquito do cavalo do bandido substancialmente grande diante da minha autoestima.  Comecemos, portanto, pelo começo.

Sou uma mulher de 47 anos, estrutura grande mesmo, haja vista que meço 1,70m.  Porém esses 30 quilos que carrego a mais em meu corpo não estão aqui a minha vida toda.  Até os meus 26 anos, meu peso passeava entre os 63 e 65 quilos, e eu era inclusive mais alta que hoje em dia, pois no decorrer dos meus 47 anos, sofri um acidente e tive que fazer muitas cirurgias nas pernas, o que me ocasionou a perda de uns 2 ou 3 centímetros.  Pois bem, partindo do princípio que eles não fizeram sempre parte de mim depois de minha vida adulta, significa que estão no lugar errado, na pessoa errada e hora errada e consequentemente devem sair daqui o mais rapidamente possível!

Nunca fui uma mulher feia, ao contrário, sempre fui uma mulher bonita, de traços fortes, personalidade marcante e muito, muito feliz!  Mas o excesso de peso fez que com meus traços, que já eram fortes, ficassem muito masculinizados, me transformando numa mulher feia e consequentemente triste, pois não há mulher que se sinta feliz sendo feia, principalmente se foi bonita a vida toda!

Comecei a engordar depois da minha segunda gravidez, aos 27 anos, mas ia empurrando com a barriga entre regimes e dietas doidas que, ao mesmo tempo em que me faziam perder muito quilos, me faziam também recuperá-los em dobro assim que eram interrompidas.

Tomei todo tipo de medicamento para perder o apetite, juntamente com outras drogas que atuam na tireoide fazendo com que o metabolismo acelere a queima de calorias, além, é claro, de calmantes, laxantes, etc.  Em um desses regimes doidos, consegui chegar aos 69 quilos, e conservá-los durante uns dois anos, até a morte de minha mãe.

A perda da minha mãe foi um divisor de águas na minha vida, pois ela era o chão em que eu pisava, meu muro de arrimo, meu porto seguro, e quando ela se foi eu fiquei muito triste, chegando, no início do processo de luto, a me sentir depressiva mesmo, e depositar a esperança de minha felicidade em grandes pratos de comida.

Logo no primeiro mês desse processo, pulei dos 72 quilos em que me encontrava, para 82 quilos, mas ainda assim estavam distribuídos de forma agradável ao redor de meus ossos, músculos e órgãos.  A partir daí, começaram a se acumular principalmente na barriga e rosto,  me deixando com um aspecto de massa de pão caseiro, cheia de buracos, gorda, feia.

Quando passei para os 90 quilos, não conseguia mais encontrar roupas que me fizessem sentir bem, pois pareciam sacos, ou então eu ficava com um aspecto de saco de farinha amarrado ao meio.  Ai comecei a limitar meus passeios.  Meus programas eram sair pra beber ou comer, e isso somente com amigos bem íntimos, que já me conheciam há anos, e não iriam me achar horrorosa, como eu estava me sentindo, pois viam em mim uma coisa maior que a aparência.

Deixei de sair com pessoas interessantíssimas por me achar uma gorda feia, e mesmo que digam que eu estou bem, eu sei que não estou.  Ainda mais hoje em dia que estou perto dos 97 quilos.

Em agosto de 2012 reencontrei um amor de quando eu tinha 25 anos.  Ele não mudou muita coisa, apesar de estar já com 50 anos (3 a mais que eu).  Nos reencontramos através da internet, Facebook, pra ser mais exata, mas nunca tive coragem de encontrar-me pessoalmente com ele, pois estou me sentindo, como disse antes, menor que um cocô de mosquito do cavalo do bandido.

Qualquer pessoa, na minha concepção, está muito melhor que eu, pois eu não consigo aceitar a obesidade.  Admiro quem tem uma boa relação com isso, mas não é meu caso.  Minha autoestima está me empurrando para um beco sem saída.

Nesse desespero em que me encontro, resolvi procurar na internet alguma forma de emagrecer efetiva, sem medicamentos, pq sei que eles fazem com que passemos mal e pior, que o peso volte em dobro quando interrompemos seu uso.  Já tinha ouvido falar da DIETA DA PROITEÍNA, ou DIETA HIPERPROTÉICA, mas sempre achei que fosse perigosa, muito prejudicial para o coração e mesmo para a musculatura, e como já tenho um déficit muscular em função do acidente que sofri, acabei deixando essa possibilidade de lado.  Resolvi baixar o livro da dieta do Dr. Atkins, li e achei que faz todo sentido do mundo, e não é assim um bicho de sete cabeças.

Tenho certeza que vou conseguir levar adiante esta dieta, até porque não tenho muito problema em comer doces, e ela é bastante tolerável, perto de todas as dietas que eu já fiz, pois libera proteínas e gorduras integramente, sem precisar de contagem, e isso já é uma grande coisa, pois mesmo quando estamos liberados para os carboidratos, nunca fazemos uma "boquinha" numa porção de arroz, mas sim em alguma proteína bem gostosa, no caso de sal, não é mesmo?

Enfim, hoje começa um novo momento da minha vida, o momento em que eu estou reavaliando meus hábitos alimentares e deixando para trás todo carboidrato possível, ficando somente com os indispensáveis para que o meu corpo possa funcionar de forma adequada.

Vou precisar da ajuda de todos, tanto meus amigos pessoais, quanto os amigos que porventura eu venha a fazer por aqui durante este processo de emagrecimento.  E estou disponibilizando tudo que tenho e conheço para ajudar aos que tenham alguma dúvida quanto à dietas ou especificamente à dieta de Atkins, incliusve disponibilizo o livro em PDF, bem como o endereço de vários sites que irão ajudá-los sobremaneira.

Meus amigos, bem vindos a minha vida!

Um comentário:

  1. Adorei seu blog..
    Estou tentando fazer a dieta mas esta bem difícil,quando chega no quarto dia,já não aguento mais rs..
    Mas estou tentando..
    Beijos e Força que vamos conseguir :)

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